sábado, 19 de outubro de 2013

Taz Mureb - Sobremesa




#SobreMesa

Não me mede
Nem pede
Pra rebolar popete

Meu nome não é Ivete
Rap não é pra chacrete.

Não me imita que irrita
Então prepara Larissa
Seu nome nem é Anita
Até a bunda é postiça

Não sou mulher sobremesa
Meu nome não é Wanessa
Eu não preciso apelar
Eu banco minhas certezas

Numa cultura imunda
que banaliza o corpo
E valoriza as paquitas
que sonham ser Globeleza.

Não invento fraudes
Meu nome não é Bernardes
Não acredito em autoridades
Que cometem atrocidades
Pro Santo Papa que aplaude
A chacina apoiada pela Forbes

E na UPP cadê?
Meu marido Amarildo
Me deixou vários filhos
Sem pai

O Estado aqui fabrica os bandidos
E a mídia que decide e aponta os marginais.

Para
De drama, de trauma, de novela
De explorar a exploração da favela
Meu nome não é Joelma

Lá em casa não tem cisterna
Meu cachorro só tem 3 pernas
Meu estúdio é numa viela.
Aprendi a renascer das trevas
Os machistas só se proliferam
Festa de Rap só tem cadela.
Que sonha em ser estrela de clipe brega.

Minha poesia
Sobe pra lage de qualquer tia
De pobreza realista
Só tem loirinha bonita
não sou a Ana Maria

O papagaio é nazista.
Cara de paralisia.

Xuxa
ta mais velha que Monalisa
Pedofilia?
Passa batida...
14 anos já é mulher da vida
Nem tem primeiro grau mas doutorado em orgia.

Aprendeu com a Kelly
baba baby
baby baba

Dá pro professor tarado
atrás da sala
Não vai dar pala

Vai pra nigth tomar bala
boquete na boate.
No banheiro
E fotografa

Cláudia é café
com leite
Cópia da cópia do velho macete
Mais uma loura
Mais uma farsa
Então rebola,
Então agacha
É só trapaça
É mais uma fake.

Pode ser Carla, pode ser Sheila
Rebola, bola
Silica as peita
A mídia ajeita
Nicole, corre
Vai dar nas raves
Pra um riquinho, com 5 iates
Dono da Veja.

Mas...

Tem que parecer carismática
Tenta ser simpática
Bota a Sandy pra vender Devassa
Camarote de cerveja putaria é de graça
E no Brasil mulher famosa é só carcaça.